Edição nº 008Segunda-feira, 2 de novembro de 2026 Instagram Newsletter
Atendente de avental segura a maquininha de cartão diante de cliente com o cartão na mão, com uma cesta vermelha de verduras no caixa
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Vale-refeição muda dia 7: o que fazer no seu comércio

Vale-refeição muda em 7 de novembro: veja o que muda na maquininha, o teto da taxa, o prazo do dinheiro e o que conferir no seu comércio.

Por Redação Alicerce· · 5 min de leitura
Edição0082 nov 2026

Vale-refeição: 7 de novembro, neste sábado, é o prazo final da regra nova. Ela permite aceitar cartões de vale-refeição e vale-alimentação de várias bandeiras na mesma maquininha. Se você tem mercadinho, padaria ou restaurante, confere a sua maquininha nesta semana e pergunta à empresa dela o que já funciona.

Mexe com o seu bolso porque a mudança também envolve a taxa cobrada de você e o prazo pra receber. Só não conte que tudo vai estar funcionando no sábado. A própria Abrasel, associação de bares e restaurantes, alerta que os sistemas ainda não estão totalmente integrados e que a medida pode não funcionar em novembro.

O que muda no vale-refeição em 7 de novembro

Bandeira é a marca do cartão, como Ticket, VR, Pluxee e Alelo. A ideia da regra é que o seu comércio possa aceitar cartões de marcas diferentes na mesma maquininha.

O prazo vem do Decreto 12.712, publicado em 12 de novembro de 2025. Ele deu 360 dias pra todo mundo se adaptar. A conta termina em 7 de novembro de 2026. Segundo a Exame, o Ministério do Trabalho fixou essa data e descartou prorrogação.

O decreto trata de duas coisas que pesam no caixa do comerciante:

  • Taxa: a cobrada do comerciante tem teto de 3,6%.
  • Prazo: o dinheiro da venda deve cair em até 15 dias corridos. Fim de semana e feriado entram nessa contagem.

Quanto a taxa do vale-refeição pode custar

Segundo a Abrasel, bares e restaurantes pagam na prática de 6% a 7% de taxa, e pode ser mais. Imagina um mercadinho que vende R$ 10.000 por mês em vale. É um número de exemplo, então coloca o seu.

  • Com taxa de 7%, saem R$ 700.
  • Com taxa de 3,6%, saem R$ 360.
  • A diferença é de R$ 340 por mês.

Esses R$ 340 só viram realidade se o teto estiver sendo aplicado na sua venda. Nem todo cartão entra nessa regra, e é aí que o lojista pode se confundir. Segundo a Abrasel, benefícios concedidos apenas pela lei trabalhista comum ficam fora do teto e também do prazo de 15 dias.

Além disso, no começo de 2026, Ticket, VR, Pluxee e Alelo conseguiram liminares contra pontos do decreto. Liminar é uma decisão provisória da Justiça. No caso da Alelo, o teto e o prazo foram mantidos, segundo as reportagens da época. A gente não conseguiu confirmar como cada caso está hoje. Por isso, confia no seu extrato e na resposta por escrito da empresa da maquininha.

Leia também: Taxa da maquininha: como colocar no preço sem perder

Vale-refeição 7 de novembro: o que fazer no seu comércio

Dá pra resolver isso em três passos, entre um cliente e outro.

Primeiro, confere a maquininha. Olha quais vales ela aceita hoje e anota no caderno. Se você tem mais de uma maquininha só por causa de vale, escreve quais são e quanto cada uma custa.

Segundo, pergunta à empresa da maquininha. Pelo aplicativo, WhatsApp ou telefone. Pede a resposta por escrito, porque ela te dá algo pra guardar. Pode mandar assim:

Olá! Quero saber como fica a minha maquininha com a regra dos vales de 7 de novembro. Quais bandeiras de vale-refeição e vale-alimentação já passam nela hoje? Quais ainda não passam, e quando vão passar? Preciso atualizar alguma coisa? Qual é a taxa e em quantos dias recebo em cada bandeira?

Terceiro, compara a taxa no extrato. Pega uma venda de vale e vê quanto caiu na conta. Imagina uma venda de R$ 100 em que caíram R$ 94. A taxa foi de 6%. Faz isso com uma venda de cada bandeira, antes e depois do dia 7.

Como conferir se o dinheiro do vale está caindo no prazo

Abre uma página no caderno com quatro colunas: data da venda, bandeira, valor vendido e dia em que o dinheiro caiu. Duas semanas de anotação já mostram muita coisa.

Se passou de 15 dias corridos, ou se a taxa veio acima de 3,6%, não conclua na hora que a regra foi quebrada. Pode ser um cartão fora do teto, ou um caso ainda discutido na Justiça. Manda o extrato pra empresa, pergunta o motivo e pede a explicação por escrito. Se tem contador, mostra pra ele.

Essa folha também ajuda a decidir com calma. Saber quanto cada bandeira custa de verdade mostra qual vale compensa e como ajustar seu preço, sem depender de achismo.

O que avisar para o cliente e para a equipe no sábado

Pode acontecer de um cliente chegar no sábado achando que qualquer cartão vai passar. Se não passar, o atendente precisa saber o que dizer, sem constrangimento e sem culpar ninguém. Combina uma frase com a equipe:

Esse cartão ainda não passou aqui. Estamos vendo com a empresa da maquininha. Quer tentar no Pix, no débito ou em dinheiro?

Deixa também uma lista perto do caixa com os vales que funcionam hoje e atualiza quando a empresa responder. Não coloca cartaz prometendo “aceitamos todos os vales” antes de testar cada um na prática. Se alguém aparecer com um cartão novo, anota qual foi e se passou. Em poucos dias, você vai saber o que realmente funciona no seu caixa.

Nada de trocar de maquininha às pressas por causa dessa data. Primeiro, pega a resposta da empresa atual e vê o seu extrato. Se depois disso a conta não fechar, você compara com calma. Pra olhar o restante das saídas, veja também onde o dinheiro vai parar quando você vende bem e não sobra.

Hoje mesmo, separa o último extrato da maquininha e calcula a taxa de uma venda de cada bandeira de vale. Depois, manda a mensagem pra empresa.

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